Arquivos | fevereiro, 2010

under control

24 fev
sabe quando a gente sente as coisas indo e indo assim, sem a gente controlar, sem um motivo aparente.. apenas sofrendo as marcas do tempo e do vento, junto com a interferência do externo?
a gente tinha que parar com essa mania egocêntrica de querer controlar o mundo. faz tão mal.. e isso a gente só percebe quando as coisas estão sem freio – ou quando ele não está nas nossas mãos.
quanto mais a gente tenta fazer o mundo de marionete, mais ele gosta de criar vida própria e nos frustrar com os resultados. o problema dessas pessoas, e nestas me incluo, é que tudo precisa ser do nosso jeito, e quando as coisas não são, a gente começa a viver num inferno. e sabe, o jeito dos outros pode nem ser tão ruim assim, mas o nosso ego enorme não consegue intender isso. dar o braço a torcer parece doer tanto..
o problema maior é quando a gente tenta pq tenta não controlar, mas estar a par das situações e chega outra pessoa e créu, se fecha à sete chaves e não deixa escapar uma palavra.
e tu, vai fazer o que? bater com a cabeça da pessoa na parede até que ela ceda e desdobre com vc a respeito? não né.. aí a gente fica naquelas, fala não fala, puxa assunto e não é correspondido, tenta fazer algo e nada. sobra o que? chorar né! ( não falo no sentido literal da palavra, se vcs podem me entender ). é esperar só a bomba estourar.
entra aí agora, outro de nossos defeitos: não saber como reagir em determinadas situações. acostumados com aquela maneira clara e simples de viver no mundo de ação e reação, ficamos sem armas pra nos proteger do ataque simplesmente por não estar a par da real situação.
e então, pra que imaginar histórias e suposições infinitas se nada está sobre nosso controle? as vezes poder dizer um “eu já sabia” não vale o desgaste que o cara sofre ao tentar formar essas inúmeras possibilidades.

sad songs

22 fev
pq qdo se está triste essa tendência de ouvir cada vez mais músicas tristes?
cá estou ao som interminável de los hermanos..
não sei, acho que por mais tristes que forem as letras, me faz mais feliz.. não faz as coisas ficarem melhores, mas ouvir outra história tão triste quanto, faz desabar em lágrimas tudo de ruim que tem aqui dentro sem pensar nos meus próprios problemas e assim, talvez seja mais fácil de encarar as coisas.. é uma atitude tola essa de mascar a dor desse jeito.. não é uma atitude adulta o suficiente. mas, e daí? tem funcionado.
não sei se um dia tudo isso vá vir a tona de um jeito incontrolável e pode acontecer de eu não saber como reagir a determinadas situações, mas, eu ainda não consegui achar um outro jeito melhor pra essas situações.

fear

18 fev

eu só queria saber pq esse medo de te perder consome o meu corpo só pela tua voz estar num outro tom. acho que minha mente perturbada não pode ter um mísero motivo que já começa criar as mais diversas e catastróficas hipóteses do pq dessa variação.
eu tenho tanto, mas tanto medo de te perder que qualquer indício de que não tá tudo bem me deixa enloquecida, mesmo que esse “não estar bem” não tenha nada a ver comigo.
isso é coisa de gente insegura, eu sei, mas eu não consigo ser de outro jeito.

sabe:

18 fev

hoje eu resolvi falar.. mesmo com esse medo monstruoso que cresceu em mim da reprovação alheia, mesmo com essa sensação de que não deveria estar fazendo isso..

sabe, eu já não sei se ainda sei escrever, assim, colocar pra fora do peito em boas palavras tudo aquilo que está se passando. sem a minha permissão, me foi tirado a coragem, a vontade e a facilidade de falar sinceramente, sem medo do que pode causar estas palavras. de um ano pra cá, aquela que falava pelos cotovelos tudo aquilo que lhe vinha a mente se transformou um rato pequeno, indefeso e deformado dentro de uma armadura intacta pelo medo do mundo exterior.

eu já perdi as contas de quantas vezes me passou pela cabeça abrir o bloco de notas pra escrever algo, mas depois de pensar mais um pouco, essa agonia – que se tornou constante – preenche todo o meu corpo e a minha mente, bloquiando e desencorajando qualquer espécie de explanação.

e sabe, não tem nenhuma sensação pior do que essa. querer ser, querer fazer e simplesmente não conseguir por causa dos outros, por causa do medo da opinião alheia.

como tudo mudou de um ano pra cá. como um dia, uma conversa, uma revelação muda uma vida inteira. parece que o meu mundinho entrou dentro da máquina de lavar roupa e sacudiu tanto, mas tanto que nada pode voltar ao lugar que estava antes – e não vou falar que este lugar era o certo.

graças a jah eu posso dizer que aquela nuvem cinzenta e tristonha que nos acompanhava nos primeiros dias pós-guerra foi embora e trouxe um sol brilhante. parece que toda aquela tristeza, noites mal dormidas e baldes de lágrimas foram pra construir uma base tão forte, mas tão forte que hoje, precisa um pouquinho mais de que um tempestade pra nos tirar o brilho próprio.

em contra-partida, ninguém sai de uma guerra sem cicatrizes. apesar de tudo aquilo que foi fortalecido no decorrer do ano passado, muita coisa se desgastou e até se perdeu por completo.. como essa agonia por exemplo, e esse medo da exposição. e por deus, como eu tenho vontade de matar quem me fez perder tudo aquilo de bom que eu tinha. até parece que proibir, fazer escândalos e colocar medo nas pessoas trás algo de bom. pelo contrário, só fez nascer um sentimento péssimo de repulsa, raiva.. seilá o que.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.