under control
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18 feveu só queria saber pq esse medo de te perder consome o meu corpo só pela tua voz estar num outro tom. acho que minha mente perturbada não pode ter um mísero motivo que já começa criar as mais diversas e catastróficas hipóteses do pq dessa variação.
eu tenho tanto, mas tanto medo de te perder que qualquer indício de que não tá tudo bem me deixa enloquecida, mesmo que esse “não estar bem” não tenha nada a ver comigo.
isso é coisa de gente insegura, eu sei, mas eu não consigo ser de outro jeito.
sabe:
18 fevhoje eu resolvi falar.. mesmo com esse medo monstruoso que cresceu em mim da reprovação alheia, mesmo com essa sensação de que não deveria estar fazendo isso..
sabe, eu já não sei se ainda sei escrever, assim, colocar pra fora do peito em boas palavras tudo aquilo que está se passando. sem a minha permissão, me foi tirado a coragem, a vontade e a facilidade de falar sinceramente, sem medo do que pode causar estas palavras. de um ano pra cá, aquela que falava pelos cotovelos tudo aquilo que lhe vinha a mente se transformou um rato pequeno, indefeso e deformado dentro de uma armadura intacta pelo medo do mundo exterior.
eu já perdi as contas de quantas vezes me passou pela cabeça abrir o bloco de notas pra escrever algo, mas depois de pensar mais um pouco, essa agonia – que se tornou constante – preenche todo o meu corpo e a minha mente, bloquiando e desencorajando qualquer espécie de explanação.
e sabe, não tem nenhuma sensação pior do que essa. querer ser, querer fazer e simplesmente não conseguir por causa dos outros, por causa do medo da opinião alheia.
como tudo mudou de um ano pra cá. como um dia, uma conversa, uma revelação muda uma vida inteira. parece que o meu mundinho entrou dentro da máquina de lavar roupa e sacudiu tanto, mas tanto que nada pode voltar ao lugar que estava antes – e não vou falar que este lugar era o certo.
graças a jah eu posso dizer que aquela nuvem cinzenta e tristonha que nos acompanhava nos primeiros dias pós-guerra foi embora e trouxe um sol brilhante. parece que toda aquela tristeza, noites mal dormidas e baldes de lágrimas foram pra construir uma base tão forte, mas tão forte que hoje, precisa um pouquinho mais de que um tempestade pra nos tirar o brilho próprio.
em contra-partida, ninguém sai de uma guerra sem cicatrizes. apesar de tudo aquilo que foi fortalecido no decorrer do ano passado, muita coisa se desgastou e até se perdeu por completo.. como essa agonia por exemplo, e esse medo da exposição. e por deus, como eu tenho vontade de matar quem me fez perder tudo aquilo de bom que eu tinha. até parece que proibir, fazer escândalos e colocar medo nas pessoas trás algo de bom. pelo contrário, só fez nascer um sentimento péssimo de repulsa, raiva.. seilá o que.